Vejo-me na frente de mais uma bela mulher. A minha terceira paixão, na minha terceira noite de libertação, loucura e realização. Adormeci na noite anterior, ainda extasiado com o odor a carne queimada que permanecia nas minhas roupas e sonhei. Sonhei com a mulher que agora tenho nas mãos, como se previsse o futuro. Vi-me a afogar na sua doce carne, os seus tendões a explodirem entre os meus dentes. O seu mel vermelho a fluir suavemente, docemente, calorosamente, pela minha garganta. Sonhei com o arrancar daquele escalpe, numa demonstração plena do meu amor, as minhas unhas cravando memórias nas suas costas. O sabor dos seus gritos na ponta da minha língua. Sonhei que estava apaixonado e constato agora que estou.
O que começou por ser uma simples troca de olhares, tornou-se uma atracção carnal como nunca havia sentido antes. Até quando ela se aproximou de mim no cinema, o meu coração a tocar-me o céu da boca, não soube como reagir. Não foi daquelas meigas ou cheias de etiqueta, mas sim rude, agressiva gestualmente e na forma de falar. Foi amor à primeira vista. Era aquela a mulher do meu sonho. Quando o filme terminou, puxou-me de forma bruta para fora do edifício e, antes de nos pormos a caminho para o seu apartamento, beijou-me e trincou-me o lábio inferior. Senti o sangue a correr e limpei-o com o polegar, para vê-la em seguida lamber os seus próprios lábios e o meu dedo, deliciando-se com o sabor daquele doce elixir púrpura. O espaço livre no interior das minhas calças encurtou rápida e consideravelmente. Não consegui evitar e ela reparou, jogando a mão e passando a apertar e puxar como se de uma trela se tratasse. Deixei-me levar com um sorriso nos lábios. A mão dela provocava uma dor incrivelmente aguda e ela sabia, mas era também notória a satisfação no meu semblante. Estava mais duro e volátil que nunca quando entrámos no apartamento dela, carregado de pinturas doentias e obscenas, na minha opinião românticas, e de espelhos incrustados em paredes escuras. Chegámos então à minha vez de jogar.
Já a tinha feito guinchar que nem um porco no matadouro e implorado que continuasse a montá-la vezes sem conta. Já a tinha feito vir-se um par de vezes e misturar uma gargalhada com um grito quando lhe trinquei o clitóris, esguichando sangue. Fui violento o quanto quis, porco a meu bel-prazer e sádico acima do absurdo, mas ela continuava a acompanhar. Ela estava a gostar tanto como eu, engolindo até e esfregando-se com o meu sémen.
Peço-lhe então que me arranje um fio de seda ou semelhante, para amarrar algo e ela, sem questionar, obedece e levanta-se para ir buscar. Levanto-me também e toco no botão Play da aparelhagem, fazendo ecoar por toda a casa uma música demasiado barulhenta para o meu gosto, mas com um étimo de violência extraordinário. Aumento o volume e ela olha-me de soslaio sorrindo, mas volta de imediato à sua busca nas gavetas. Aproveito o barulho e a distracção e, enrolando as calças de ganga no braço, parto um dos vidros, do qual apanho um dos maiores e mais bicudos fragmentos. Vou até à cama novamente e antes que ela se vire, oculto o objecto contundente no meio da roupa enrodilhada. Olho-a enquanto se dirige para mim, sorridente e ansiosa por saber qual a minha ideia. Insulto-a de cabra, puta, besta e javardona, fazendo com que não repare no espelho partido na ponta oposta da divisória e me salte para cima, prendendo-me os pulsos e esfregando, provocadora, com o traseiro, os meus genitais. Sem aviso, ela olha em frente e, através do reflexo, vê os danos por mim causados, esboçando surpresa e desconfiança na sua expressão. Atinjo-lhe rapidamente a zona da glote com um golpe seco da lateral da minha mão. Ela agarra a garganta, aflita devido à repentina falta de ar e privação da voz. Não adiantaria, no entanto, gritar, pois com o volume exageradíssimo da música, ninguém a ouviria. Pego-lhe pelos ombros e puxo-a para o lado, assumindo de imediato a posição superior. Rapidamente, com as amarras que me entregou, amarro-lhe os pulsos acima da cabeça e os tornozelos. Em seguida, machuco os seus collants e preencho-lhe a cavidade bocal com os mesmos. Paro por momentos e ouço os seus gemidos, ignorando o pânico naquele olhar. Nada tão doce como o sabor do medo, cujo sinto a cada passagem da minha língua pelos seus peitos. Volto a pegar no pedaço de vidro que havia escondido e olho para ele pensativo. Quando me decido, giro-o na palma da minha mão e olho para ela sorrindo, tanto pela minha decisão, como pelas súplicas silenciosas que lhe acompanhavam as lágrimas. Pensei que gostavas de dor, minha vaca! Estiveste a mentir todo este tempo? Vamos tirar a prova! Lentamente esculpo-lhe um D no lado direito da face, fazendo um fio vermelho desenhar uma linha irregular pelo pescoço, até terminar no lençol branco, numa mancha que aumentava lentamente, muito lentamente. "Esta é a inicial de dor...a minha palavra preferida, tal como o teu corpo.", sussurro ao seu ouvido, lambendo-lhe a ferida em seguida. Ainda sem erguer a cabeça de junto da dela, espeto o aguçado objecto na base da sua mama, do mesmo lado da letra. O seu soluçar passa a uma espécie de guincho, no meio de um choro compulsivo e um espernear quase esquizofrénico. Aquilo deu-me vontade de rir e ri. Ri à gargalhada enquanto usava a arma como uma faca e lhe cortava a mama, separando-a por fim do corpo. Ela treme em choque e a pequena mancha de sangue no lençol, foi consumida por um rio que lhe escorria pelo tórax e abdómen. Pego-lhe no queixo e enquadro os seus olhos com os meus. Estão revirados e ela já nem produz qualquer som, mas mantêm-se consciente. Finalmente uma que consegue aguentar. Sinto-me feliz, realizado. Consegui elevar o nível de adrenalina desta gaja de tal forma que, nada do que fiz a fez desmaiar. Já me sinto livre para tomar a sua vida, sem frustrações como anteriormente.
Pego no último atilho que resta e prendo o vidro ao meu pénis. Quando o sinto seguro, abro-lhe bem as pernas e encaixo-me. A primeira penetração foi tão lenta que fui capaz de sentir as vibrações da carne que rasgava. Certamente a ouviria também, não fosse a barulheira musical. O sangue que saía da minha virilha, provocada por um dos bicos que me pontuava a cada impacto, misturava-se com o dela, fornecendo-me o calor mais vivificante que alguma vez sentira. O corpo dela tem espasmos cada vez mais fracos, após alguns violentíssimos aquando da minha entrada. A vida abandona-lhe o corpo a uma velocidade incrível. Antes que aconteça na totalidade, saio daquilo que há minutos atrás se poderia chamar de vagina, agora um mero trapo de pregas de pele desfeita, sangue e carne viva, e passo novamente a arma para as minhas mãos. O corpo quase inerte, reage com alguns esticões intervalados e pouco convictos, enquanto lhe abro o ventre, expondo-lhe as entranhas. Suavemente, encosto-lhe o corpo à cabeceira da cama, em posição sentada, e assisto ao derradeiro suspiro. Só pelo gozo, puxo-lhe os intestinos para fora e coloco-lhos como se de uns suspensórios se tratassem.
Já estou vestido e penso numa recordação que possa levar daquela paixão. Olho para o quadro de minha autoria e lembro-me da mama. Pego nela e embrulho-a na camisola da ex-dona, levando-a comigo ao sair.
A chuva acaricia-me a pele agora que caminho pelas ruas, arrefecendo o meu termóstato natural. Olho as autênticas multidões que circulam naquela noite de fim de semana, quase como se fosse um período de ponta. Continuo a ouvir em todo o lado que passo, que a polícia já me apanhou, mas isso ainda não é bem verdade. Rio-me deles, armados em espertos, quando dizem que estão no caminho certo. Obviamente que estão! Vistos todos os erros por mim cometidos, o facto de ainda não me terem apanhado revela toda a estupidez, incompetência e desleixo envolvido. Começo a ficar farto de putas e a minha paciência está a esgotar. Espero que os azuis cheguem antes que me vire para mulheres decentes, com maridos e filhos. Não é que vá sentir coisas fúteis e lamechas como remorsos, mas se já estou farto destes falatórios que por ai andam, quanto mais, dos que se gerarão se isso acontecer. No fundo não quero, mas a minha razão deseja ardentemente que me apanhem da forma mais célere possível. Eu amo o meu trabalho e quero começar tudo de novo.
Pego no último atilho que resta e prendo o vidro ao meu pénis. Quando o sinto seguro, abro-lhe bem as pernas e encaixo-me. A primeira penetração foi tão lenta que fui capaz de sentir as vibrações da carne que rasgava. Certamente a ouviria também, não fosse a barulheira musical. O sangue que saía da minha virilha, provocada por um dos bicos que me pontuava a cada impacto, misturava-se com o dela, fornecendo-me o calor mais vivificante que alguma vez sentira. O corpo dela tem espasmos cada vez mais fracos, após alguns violentíssimos aquando da minha entrada. A vida abandona-lhe o corpo a uma velocidade incrível. Antes que aconteça na totalidade, saio daquilo que há minutos atrás se poderia chamar de vagina, agora um mero trapo de pregas de pele desfeita, sangue e carne viva, e passo novamente a arma para as minhas mãos. O corpo quase inerte, reage com alguns esticões intervalados e pouco convictos, enquanto lhe abro o ventre, expondo-lhe as entranhas. Suavemente, encosto-lhe o corpo à cabeceira da cama, em posição sentada, e assisto ao derradeiro suspiro. Só pelo gozo, puxo-lhe os intestinos para fora e coloco-lhos como se de uns suspensórios se tratassem.
Já estou vestido e penso numa recordação que possa levar daquela paixão. Olho para o quadro de minha autoria e lembro-me da mama. Pego nela e embrulho-a na camisola da ex-dona, levando-a comigo ao sair.
A chuva acaricia-me a pele agora que caminho pelas ruas, arrefecendo o meu termóstato natural. Olho as autênticas multidões que circulam naquela noite de fim de semana, quase como se fosse um período de ponta. Continuo a ouvir em todo o lado que passo, que a polícia já me apanhou, mas isso ainda não é bem verdade. Rio-me deles, armados em espertos, quando dizem que estão no caminho certo. Obviamente que estão! Vistos todos os erros por mim cometidos, o facto de ainda não me terem apanhado revela toda a estupidez, incompetência e desleixo envolvido. Começo a ficar farto de putas e a minha paciência está a esgotar. Espero que os azuis cheguem antes que me vire para mulheres decentes, com maridos e filhos. Não é que vá sentir coisas fúteis e lamechas como remorsos, mas se já estou farto destes falatórios que por ai andam, quanto mais, dos que se gerarão se isso acontecer. No fundo não quero, mas a minha razão deseja ardentemente que me apanhem da forma mais célere possível. Eu amo o meu trabalho e quero começar tudo de novo.



