segunda-feira, 30 de abril de 2012

A chuva


A chuva cai com intensidade na janela do meu carro adormecendo-me, pulsando no meu coração, gotejando na minha alma.
Trespassa-me e inunda-me a mente, tornando o meu coração um pouco mais frio.
O trovejar intensifica-se. Os relâmpagos transformam a noite em dia por momentos. Ambos cegam a minha fria e agastada mente.
 Finjo. Escondo-me. Esconjuro e minto. Não vejo e tu não olhas. Que aconteceu? O que foi que nos separou? “Nós”, era a palavra…agora deixou de existir. Silenciou-se. Zero.
A chuva na janela do meu carro adormece-me, suavemente atenuando a dor em mim, silenciosamente tratando feridas ainda em estado selvagem. Lavando as minhas lágrimas para que, nada nem ninguém, veja o sangue.
Uma lágrima corre, pela face, pelo canto da boca, misturando-se com o silêncio desta. Continua até ao precipício onde, somente aquela gota cai e se divide em salpicos silenciosos.   

3 comentários:

  1. Gostei do texto, aguardam-se novidades daqui para a frente

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  2. É assim mesmo amigo! A começar a mostrar essa veia ;)

    "No one understands the heartache, no one feels the pain, no one ever sees the tears when you're crying in the rain"

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  3. Muito obrigado pessoal!Muitas mais coisas virão,para as quais também espero ter a vossa opinião|Grande abraço

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